
Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, sendo CTO e diretor de tecnologia, evidencia que com o avanço da análise de dados e das ferramentas de acompanhamento de comportamento digital, o desenvolvimento de produtos digitais orientado por dados e experiência do usuário deixou de ser um diferencial e passou a ser condição básica para produtos competitivos. Decisões guiadas por evidências reduzem a distância entre o que é desenvolvido e o que os usuários realmente precisam, aproximando o roadmap do produto das necessidades reais de quem o utiliza no dia a dia.
Produtos construídos sem apoio consistente em dados tendem a acumular funcionalidades pouco utilizadas, enquanto problemas reais de uso permanecem sem solução por falta de visibilidade. Nesse sentido, incorporar dados e comportamento de uso desde as primeiras fases do desenvolvimento reduz esse risco, melhora a alocação de esforço das equipes envolvidas e evita investimentos em direções que os usuários efetivamente não valorizam, o que se reflete diretamente na eficiência do investimento técnico ao longo do tempo.
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O que significa desenvolver produtos orientados por dados?
Desenvolver produtos orientados por dados significa basear decisões de design e funcionalidade em evidências concretas de uso, e não apenas em suposições da equipe responsável pelo produto. Métricas de engajamento, taxas de conversão e padrões de abandono ajudam a identificar pontos de atrito antes que se tornem barreiras relevantes para o crescimento, permitindo intervenções mais direcionadas do que ajustes genéricos aplicados sobre todo o produto.
Como observa Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, essa abordagem não elimina a intuição do time de produto, mas oferece parâmetros mais objetivos para validar ou descartar hipóteses, reduzindo o tempo dedicado a funcionalidades que não geram valor perceptível para quem utiliza o produto.
O papel da experiência do usuário nas decisões de produto
A experiência do usuário deixou de ser tratada como etapa isolada de design visual e passou a integrar decisões estratégicas sobre funcionalidades, fluxos de navegação e prioridades de desenvolvimento. Produtos que ignoram esse aspecto tendem a apresentar taxas mais altas de abandono, mesmo quando resolvem tecnicamente o problema para o qual foram criados, já que a percepção de facilidade de uso pesa tanto quanto a robustez técnica da solução.
Dentre esse quesito, Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira ressalta que equipes que testam protótipos com usuários reais antes de investir em desenvolvimento completo conseguem identificar problemas de usabilidade em estágios mais baratos de correção, o que reduz retrabalho e acelera o tempo de entrega de versões estáveis do produto.

Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira
Do achismo à validação constante de hipóteses
Durante muito tempo, decisões de produto foram tomadas com base na experiência pessoal de gestores e desenvolvedores, sem validação sistemática junto aos usuários finais. Um modelo desse tipo funcionava em mercados menos competitivos, mas perdeu eficácia à medida que a oferta de produtos digitais se diversificou e os usuários passaram a ter mais alternativas disponíveis para escolher entre soluções semelhantes.
Na interpretação de Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, a validação constante de hipóteses, sustentada por dados e por testes com usuários, tornou-se prática indispensável para produtos que precisam evoluir rapidamente sem perder consistência ao longo do tempo.
Equilibrar dados e percepção qualitativa da experiência
Dados quantitativos mostram padrões de comportamento, mas não explicam sempre as razões por trás desses padrões. Combinar métricas com entrevistas, testes de usabilidade e observação direta do uso do produto permite entender não apenas o que os usuários fazem, mas também por que tomam determinadas decisões durante a navegação.
Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira salienta ainda que times que dependem exclusivamente de números tendem a otimizar métricas isoladas sem compreender o impacto real dessas mudanças na experiência geral do usuário, o que pode gerar ganhos aparentes que não se sustentam ao longo do tempo.
Desafios ao integrar dados e design centrado no usuário
Integrar dados e design centrado no usuário exige alinhamento entre equipes que, muitas vezes, possuem prioridades e vocabulários distintos dentro da organização. Times de dados tendem a valorizar métricas agregadas, enquanto equipes de design priorizam a experiência individual de cada usuário ao longo da jornada.
Construir processos que aproximem essas perspectivas, com rituais de decisão compartilhados entre áreas, reduz atritos internos e melhora a qualidade das decisões tomadas sobre o produto, especialmente em organizações que lançam novas funcionalidades com frequência.





