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Veganismo cresce no Brasil e já representa cerca de 14 milhões de pessoas, aponta pesquisa

Veganismo cresce no Brasil e já representa cerca de 14 milhões de pessoas, aponta pesquisa
Veganismo cresce no Brasil e já representa cerca de 14 milhões de pessoas, aponta pesquisa

Levantamento da Sociedade Vegetariana Brasileira mostra avanço do movimento vegano no país e reforça ligação entre mudança alimentar e metas de sustentabilidade.

O veganismo deixou de ser um comportamento minoritário no Brasil e passou a representar uma fatia relevante da população. Segundo pesquisa Datafolha encomendada pela Sociedade Vegetariana Brasileira, cerca de 7% dos brasileiros já se consideram veganos, o equivalente a milhões de pessoas espalhadas por todo o território nacional. O número chama atenção não apenas pelo volume, mas pelo que representa em termos de mudança de hábito, já que a maior parte desse público chegou ao veganismo de forma gradual, muitas vezes motivada por saúde, causa animal ou preocupação ambiental. Esse crescimento levanta uma pergunta recorrente entre quem acompanha o tema, o que exatamente está impulsionando tantos brasileiros a abandonar o consumo de produtos de origem animal, e por que esse movimento tem se acelerado justamente nos últimos anos. Entender esse contexto ajuda a explicar por que o veganismo hoje é tratado como pauta de saúde pública, mercado e política ambiental ao mesmo tempo.

O tamanho real do veganismo brasileiro hoje

Os números mais recentes indicam que o veganismo brasileiro já tem escala nacional. Uma pesquisa Datafolha de março de 2025, encomendada pela Sociedade Vegetariana Brasileira, revelou que 7% da população brasileira se considera vegana, o que representa cerca de 14,7 milhões de pessoas, além de mostrar que 74% dos brasileiros afirmaram estar abertos à possibilidade de deixar de consumir carne. Esse dado é importante porque separa dois grupos, o núcleo já consolidado de veganos e um contingente muito maior de pessoas dispostas a reduzir o consumo de carne, os chamados flexitarianos, que hoje puxam boa parte do crescimento do setor de alimentos plant-based no país. CicloVivo

Outros levantamentos reforçam essa tendência de mudança de comportamento. Uma pesquisa do IPEC de 2022 mostrou que 46% dos brasileiros com mais de 35 anos deixaram de consumir carne por conta própria ao menos uma vez por semana, e 32% já escolhem opções veganas em restaurantes e estabelecimentos. Segundo o The Good Food Institute, 59% dos brasileiros já consomem alguma alternativa vegetal aos produtos de origem animal, e mais de 36 milhões de pessoas no país já incluem proteínas vegetais em sua dieta. Esses números mostram que a curiosidade em torno do veganismo já ultrapassou o círculo de adeptos convictos e chegou à rotina de parte significativa da população. OdssantosOdssantos

Por que o crescimento do veganismo interessa também ao meio ambiente

A ligação entre veganismo e sustentabilidade vai além do discurso, ela aparece em dados concretos sobre emissões e uso de recursos naturais. Estimativas globais indicam que os sistemas alimentares são responsáveis por 34% das emissões de gases de efeito estufa, e no Brasil a situação é ainda mais expressiva, já que um estudo de 2023 apontou que, em 2021, os sistemas alimentares foram responsáveis por 73,7% das emissões brutas totais do país. Diante desse cenário, a redução no consumo de produtos de origem animal passa a ser vista como uma ferramenta prática de mitigação climática, e não apenas uma escolha pessoal. CicloVivo

O avanço do movimento também é acompanhado de perto por instituições ligadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. O crescimento do veganismo no Brasil está conectado a eixos como fome zero e agricultura sustentável, saúde e bem-estar, consumo e produção responsáveis, e ação contra a mudança climática, já que a pecuária figura entre as maiores emissoras de gases de efeito estufa do planeta. Esse enquadramento ajuda a explicar por que governos, empresas e organizações internacionais têm acompanhado com atenção crescente os números de adesão ao veganismo em países como o Brasil, considerado hoje um dos maiores mercados da América Latina para esse tipo de alimentação. Odssantos

O que esse avanço significa para o próximo ciclo

O crescimento do veganismo brasileiro não é um fenômeno isolado, ele caminha junto com mudanças em setores como moda, cosméticos e indústria de alimentos, que já ajustam catálogos inteiros para atender essa demanda crescente. A tendência é que o número de veganos convictos continue subindo de forma moderada, enquanto o grupo de flexitarianos, muito mais numeroso, siga sendo o principal motor de expansão do mercado nos próximos anos.

Para o leitor que acompanha esse movimento de fora, o dado mais relevante talvez não seja o percentual de veganos declarados, mas o tamanho do público disposto a experimentar. Com quase três quartos dos brasileiros abertos a reduzir o consumo de carne, o espaço para novos produtos, políticas públicas e iniciativas de conscientização segue amplo, e deve continuar pautando debates sobre saúde, meio ambiente e economia no país nos próximos anos.

Fontes: CicloVivo | odssantos

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