
Fazendas históricas reformadas nas colinas toscanas somam uma nova camada de hospedagem à presença que a companhia já mantém em solo italiano
No Val d’Orcia, a hospedagem pode ajudar a compreender o território antes mesmo de começar o primeiro passeio. Casali de pedra, antigas fazendas e propriedades cercadas por campos, vinhedos e olivais fazem parte de uma região cuja identidade foi profundamente marcada pela agricultura.
Antonela Giancoli, fundadora da Benarrivati, explica que esse contexto entra na escolha de onde ficar. Mais do que buscar uma casa com aparência toscana, a curadoria procura entender como arquitetura, localização e entorno podem acrescentar sentido ao restante do roteiro.
Uma paisagem construída ao longo dos séculos
O Val d’Orcia, ao sul de Siena, integra a lista de Patrimônio Mundial da UNESCO como paisagem cultural. Sua configuração atual preserva características do desenho agrícola desenvolvido principalmente entre os séculos XIV e XV.
Fileiras de ciprestes marcam caminhos e propriedades, enquanto campos cultivados, vinhas, olivais e pequenos núcleos históricos formam uma composição que se tornou uma das imagens mais reconhecíveis da Toscana.
Mas esse cenário não é apenas decorativo. Continua sendo um território rural em atividade, e essa dimensão agrícola ajuda a explicar boa parte de sua arquitetura e gastronomia.
A hospedagem precisa conversar com o lugar
Antigas construções rurais restauradas hoje convivem com diferentes modelos de hospitalidade, de agriturismos a propriedades voltadas à estadia de famílias e grupos.
Para a Benarrivati, a escolha passa por observar como essas adaptações foram feitas. Distribuição dos ambientes, conforto, localização, acesso às cidades próximas e integração com a área externa pesam tanto quanto a história da construção.
“No Val d’Orcia, uma propriedade pode ser muito bonita e ainda assim não ser a escolha certa para determinada viagem. O que buscamos é entender como aquela casa se relaciona com o território e se a experiência de ficar ali realmente acrescenta algo ao roteiro”, afirma Antonela Giancoli.
Agricultura e gastronomia entram na leitura
Há propriedades na região que mantêm atividades agrícolas, com produção de azeite, vinho, cereais, hortas ou outros cultivos. Em alguns casos, essa relação com a terra também aparece na cozinha e nas experiências oferecidas aos hóspedes.
Isso não precisa ser uma regra para toda hospedagem, mas pode se tornar um critério importante quando a família deseja compreender melhor a vida rural da Toscana.
Permanecer também é uma forma de conhecer
Pienza, Montalcino, San Quirico d’Orcia, Castiglione d’Orcia e outros núcleos históricos ajudam a estruturar os percursos pela região, mas a experiência não precisa acontecer apenas entre uma visita e outra.
Para Antonela Giancoli, escolher bem onde permanecer permite que o próprio ritmo da estadia revele parte do Val d’Orcia.
Na curadoria da Benarrivati, a propriedade deixa então de funcionar apenas como base para conhecer a Toscana e passa a participar da maneira como aquele território será vivido.
Sobre a Benarrivati
Fundada e liderada por Antonella Giancoli, a Benarrivati é uma holding de viagens de alto padrão especializada em desenhar jornadas sob medida pelo solo europeu e africano. Com operação própria e equipes de concierges locais, a companhia elimina intermediários para garantir segurança jurídica, transparência financeira e discrição inegociável em cada etapa da experiência. Pautada pela ética do relacionamento e pela valorização do tempo, a Benarrivati transforma a hospedagem em propriedades privadas em uma forma de preservar memórias e legados familiares.





