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Entenda por que a alvenaria estrutural encurta o prazo da obra

Guilherme Campos
Guilherme Campos

Entenda por que a alvenaria estrutural encurta o prazo da obra

Por que uma casa levantada em alvenaria estrutural costuma sair da planta mais rápido do que uma construção convencional? A resposta está numa mudança simples na lógica da obra: a parede deixa de ser só vedação e passa a sustentar o prédio, o que elimina etapas inteiras do processo tradicional.

Guilherme Campos, empresário do setor imobiliário, observa que esse detalhe técnico, pouco visível para quem não é do ramo, é o que explica boa parte da diferença de prazo entre um empreendimento e outro em cidades que precisam construir rápido para acompanhar a própria expansão, como acontece hoje em várias frentes de Roraima.

O que muda quando a parede também é estrutura?

Na construção convencional, pilares e vigas de concreto armado sustentam o prédio, e a parede de tijolo entra depois, só para fechar os espaços. Nesse contexto, Guilherme Campos comenta que esse processo exige uma forma de madeira, armação de aço e um tempo de cura do concreto antes de seguir para a etapa seguinte, o que empilha prazos que não podem ser antecipados.

Na alvenaria estrutural, blocos de concreto com medida e resistência calculadas fazem as duas funções ao mesmo tempo. A parede sobe já pronta para sustentar as lajes de cima, sem esperar pela estrutura de concreto armado tradicional. As instalações elétricas e hidráulicas também são previstas dentro dos próprios blocos, definidas ainda na fase de projeto, o que evita improviso durante a execução.

Por que isso reduz prazo e desperdício no canteiro?

Sem fôrma de madeira para pilares e vigas, cai o consumo de material que normalmente vira entulho ao fim da obra. Também cai a quantidade de equipes especializadas diferentes circulando no canteiro, porque grande parte do trabalho se concentra na montagem dos blocos, o que reduz o tempo gasto coordenando a passagem de uma equipe para outra.

Guilherme Campos

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Guilherme Campos aponta que essa concentração de etapas é o que realmente encurta o cronograma, mais do que qualquer material sozinho. Há ainda um ganho pouco falado no clima quente da região amazônica: paredes espessas de bloco costumam manter o ambiente interno mais fresco, reduzindo a dependência de climatização artificial ao longo do ano.

Onde esse ganho pesa mais: projetos com muitas unidades repetidas

A alvenaria estrutural exige um projeto modular detalhado antes do início da obra, com todas as instalações já previstas nos blocos. Esse planejamento prévio custa tempo de engenharia, mas se paga quando o mesmo projeto se repete em dezenas ou centenas de unidades, algo comum em condomínios residenciais e loteamentos com casas padronizadas.

Estudos do setor apontam redução de custo de até 19% em empreendimentos com várias unidades semelhantes, principalmente pela menor necessidade de mão de obra especializada em fôrmas e armações, e pela padronização de cada etapa da montagem. Guilherme Campos destaca que essa é a principal razão pela qual o sistema ganha espaço justamente nos empreendimentos voltados para atender demanda de moradia em maior escala, e não tanto em obras únicas e personalizadas.

O que isso representa para cidades que precisam crescer rápido?

Guilherme Campos conclui ao frisar que reduzir o prazo de obra não é só uma vantagem para quem constrói. Significa colocar moradia disponível mais cedo numa cidade que já sente a pressão do crescimento populacional, e liberar mão de obra da construção civil para o próximo empreendimento com mais velocidade, o que sustenta mais empregos ao longo do ano.

Para Roraima, onde a demanda por novas moradias segue em ritmo acelerado, esse tipo de inovação construtiva pode ser parte da resposta para equilibrar o ritmo de quem chega com a capacidade real de construir. Quem quiser acompanhar outros conteúdos sobre construção civil e desenvolvimento urbano na região pode seguir o perfil @guicamposvlg no Instagram.

 

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